BGS 2018: a Samsung quer os gamers em todas as plataformas. O problema é o preço

Um dos primeiros keynotes da Brasil Game Show 2018 foi o da Samsung. E mesmo não tendo um videogame para chamar de seu (pelo menos não por enquanto), ainda assim a empresa quer chegar ao mercado gamer em todos as suas plataformas: console, PCs e mobile. Para isso, a fabricante sul-coreana aposta forte em seus monitores, TVs e smartphones em uma comunicação única.

10 anos contra o Burn-In

Para quem não sabe, o burn-in é um efeito que pode atingir telas de alta definição (incluindo OLEDs e LCDs) quando imagens estáticas ficam na tela por longos períodos. O burn-in desgasta e queima os pixels, deixando manchas permanentes na tela e que ali ficam, seja ao jogar games, seja ao ver um filme no Netflix, por exemplo.

De olho nesse problema, a Samsung aposta em suas TVs de QLED, cuja composição de tela, segundo a fabricante, apresenta resistência maior ao burn-in. Tanto é que a empresa oferece 10 anos de garantia contra esse efeito para seus modelos feitos nesse padrão. "Além disso, nossas TVs de QLED também são ideiais para o mundo gamers, já que apresentam um tempo de resposta muio mais rápido, de 15.4 milissegundos, o que faz toda a diferença para os gamers mais heavy users", afirmou Guilherme Campos, gerente de produtos da área de TV da Samsung.

QLED também para Monitores

Durante a BGS, a empresa também aposta no QLED para seus monitores voltado para gamers. Os modelos LC24FG70 (24 polegadas) e LC49HG90 (49 polegadas), com curvatura de 1800 R³ e 1 milissegundo de tempo de resposta que, segundo a fabricante, se traduz em gráficos mais fluidos, menor distorção e retornos instantâneos.

Notebook

O Odissey Z também ganhou destaque na BGS 2018. O notebook gamer da marca traz um processador Intel Core i7 de oitava geração, 24GB de memória RAM, placa de vídeo GeForce e 512GB de armazenamento no padrão SSD. Além disso, ele traz o botão Beast Mode que, quando acionado, aumenta o desempenho da máquina em até 17%.

O Galaxy Note 9 para fechar o cerco aos gamers

Ainda que seja, inicialmente, voltado ao mercado corporativo, a Samsung aposta no poderio do Galaxy Note 9 para que o modelo seja uma espécie de "carro-chefe" entre os fãs de games mobile. Além da tela Super AMOLED de 6.4 polegadas, bateria de 4.000 mAh e alto-falantes Dolby Atmos, o modelo já traz o badalado game Fortnite pré-instalado, seu processador e GPU, segundo a fabricante, tem desempenho 33% e 23% melhores respectivamente, do que o Galaxy Note 8.

O Calcanhar de Aquiles da estratégia da Samsung: o (alto) preço desses produtos

Para além das robustas especificações e altíssima definição das suas telas, a Samsung vai enfrentar um inimigo cruel para emplacar sua estratégia de ser uma marca sempre lembrada entre os gamers: o preço dos produtos, que cabe no bolso de poucos.

Seus monitores de QLED, de 24 e 27 polegadas, por exemplo, custam entre R$ 2.150 e R$ 2.799. Já os de tela curva têm precços que variam entre R$ 1.519 e R$ 8.100 (24 e 49 polegadas). Além disso, o notebook Odissey Z sai por salgadíssimos R$ 13.999. Por fim, suas TVs QLED custam a partir de R$ 4 mil e podem chegar até espantosos R$ 35 mil (modelo de 75 polegadas). E não podemos que o Galaxy Note 9 está entre os modelos mais caros do mercado, sendo vendido a partir de R$ 4.000.

Para Andréa Mello, diretora de Marketing Corporativo e Consumer Electronics da Samsung Brasil, a questão do preço não será um impeditivo para os gamers: "Em nossas pesquisas, notamos que os diferentes perfis de gamers enxergam a compra de nossos equipamentos como um investimento", afirmou. "Além disso, quanto mais os jogadores se aperfeiçoam nos jogos, mais eles estão dispostos a investir. E é nesse público que nosos produtos estão focados".

Com a palavra, os gamers...